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Nov

um olhar diz tudo
que achamos que deve dizer.
um olhar não diz nada.

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Aug

é melhor tentar (em vão) definir o indefinível
ou nunca nem tentar saber/explicar o que é?

droga.

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Aug

mas vou dizer tudo que conseguir.

e aos poucos vai ser mais.

e vai ser sempre verdade (e mentira).

será que você aguenta?
será que eu   aguento?
será que nós  aguentamos?

(
precisamos conversar mais
beber mais
sussurrar mais
nos olhar mais
nos amar  mais?
)

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Aug

(ele olha para um lado,
olha para o outro,
encara ela nos olhos e,
enquanto sorri por dentro,
diz:)
está falando comigo?

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Jun

essa acabou de acontecer e eu (meio bêbado) não podia deixar de relatar imediatamente.

me perdi de Elisabeth, minha anfitriã em Nova Iorque, enquanto traçava acaloradamente planos de articulação de Open Video no Brasil. resolvi, então, voltar imediatamente para a casa dela de metrô.

ao entrar no trem algumas pessoas entraram comigo, entre elas 3 garotas de, aproximadamente, 20 anos. depois de alguns minutos a mão de uma delas escorregou e tocou a minha. ao observar, ela subiu rapidamente a mão e iniciou o seguinte diálogo:
- Sorry!
- No problem.
- Do you always take this train?
- No, it’s my first time… I’m in New York just for the weekend, attending to a video conference.
- Where you going tonight?
- Sleep, I need to wake up early tomorrow to go to the conference.
- Where you going to sleep?
- …

o diálogo foi salvo pela amiga dela, que me perguntou de onde eu era e conversou comigo em um português perfeito até a estação seguinte, onde desci. a garota era de Cabo Verde, mas cresceu nos EUA.

Mar

hoje à tarde, depois de levar Rodrigo ao aeroporto com Juliana, fomos encontrar Dani. enquanto conversávamos, Piu e Lilian (que moram no mesmo prédio que eu) passaram por nós e acabaram se juntando ao papo.

depois Juliana, Piu, Lilian e eu fomos ao meu prédio e, coincidentemente, encontramos Jack no apartamento de Murilo (que está em Salvador).

agora vim com Juliana na casa de Hebert e acabei descobrindo que Helinho esta aqui com Paloma que, de todas as pessoas que citei, é a unica que não nasceu na Bahia – mas morou 7 anos lá.

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Oct

Por mais que tente, é difícil fugir de sua perfeição.

Meus pensamentos correm de lado a outro, e ao voltar para mim só encontram você.

Cada hora sem ti é uma hora morta. Cada minuto sem ti é um minuto só. Cada segundo sem ti é um segundo perdido.

Por isso te procuro em cada canto, mas não te encontro em nenhum, pois está no centro de minha vida.

Fico então aqui, sozinho. Até que venha e traga a alegria que só você consegue me fazer sentir.

Ao perceber isso, desisto da fuga inútil e noto, como se não fosse óbvio, que meu lugar é com você.

Onde quer que esteja.

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Sep

Estou jogando a segunda partida da(s) campanha(s) Céu em Chamas / Queda do Oeste junto com o Pádua, mestrada pelo Duende.

Meu personagem é Daniel, o mesmo nome dos dois que estão jogando comigo. Ele tem 12 anos, mas é bastante independente para um garoto dessa idade, pois os pais não são muito presentes na vida dele. Curioso, anda sempre como se estivesse pronto para acampar, com itens para ficar 2 dias fora de casa na mochila, incluindo alguma comida.

Nos últimos 2 dias ele passou por um processo que não sabe descrever bem, mas aceitou com relativa facilidade. O mundo se expandiu a partir da mescla com outro, de sonhos. Depois de ser perseguido por um cachorro sem rosto, começar a ver mais do que o simples “real”, ser salvo por outro cachorro e desmaiar, ele acordou no quarto de Áureo um saxofonista que mora em uma kitnet na 709N, interpretado pelo Pádua. Conheceu também Helena, uma garota de uns 15 anos que gosta tanto de Lain que se veste como ela.

Mais entre as pessoas que conheceu a que mais ajudou a entender o processo pelo qual ele estava passando foi Boa, um homem vindo da África que anda com um belo cajado. Daniel, talvez pela pouca idade, talvez pelo mundo de fantasias que criou e em que vivia para fugir da solidão, aceitou com alguma facilidade a mudança. Talvez porque sempre soubesse que aquele mundo existiu.

Além deles, Daniel conheceu também Marília, uma bela ruiva com, talvez, 15 anos, com quem conversou por alguns minutos na 108N. Dela, não guardou muito além do nome, feições e da vontade de reencontrar. A ela, deu um pequeno desenho de um cachorro, feito a partir da memória daquele dia.

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Sep

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