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“Tocar imagens”, a analogia com o oficio do DJ é utilizada pelo VJ pixel – em minúsculo mesmo. A experiência pela qual as pessoas passam em uma festa de música eletrônica, dançando como num ritual xamânico, faz com que elas transcendam para uma espécie de “zona autônoma temporária íntima”, explica pixel, “a ambientação desse universo lúdico é criada pelo som e imagem”, conclui, ele que foi o primeiro visual jockey do Brasil a tocar com softwares livres, programas de computador construídos a partir de inteligência coletiva.
“Sempre me posicionei de forma ativa na vida” afirma pixel. Esta filosofia levou-o a organizar a comunidade de VJs do Brasil a partir da criação do VJBR (Visual Jockeys do Brasil), e o primeiro encontro nacional de VJs (VJBR I, Museu da Imagem e do Som - SP), além de participar da equipe de desenvolvimento do software que utiliza para tocar imagens, o LiVES.
Sua pesquisa em software livre fez com que ele recebesse um convite para se apresentar com Gilberto Gil durante o V Fórum Internacional de Software Livre - FISL - que aconteceu em Porto Alegre no ano de 2004. A partir daí ele foi contratado para prestar uma consultoria ao Ministério da Cultura sobre produção multimídia em software livre, que culminou em uma bolsa para dar continuidade às suas pesquisas, durante o ano de 2005.
pixel já se apresentou na Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Distrito Federal, Goiás, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná, em eventos como Fórum Social Mundial, Festival de Verão Salvador, Brasília Music Festival (BMF), Festival de Inverno de Garanhuns, PercPan e FILE Hipersônica.